Para os desportos e para os grandes líderes "não há impossíveis"

Todos os olhos estão hoje colocados numa bola. Mas o desporto não é só futebol. Vale a pena lembrar que este mês Portugal já se qualificou para o Mundial de Râguebi. A seleção nacional da modalidade empatou (16-16) no último segundo do jogo com os Estados Unidos e qualificou-se para o próximo Mundial, decorrerá em França em 2023. É a segunda vez que a seleção portuguesa estará presente na fase final do torneio intercontinental. Venceu o espírito de lobo! Parabéns à seleção nacional de râguebi pelo seu percurso, pela sua luta e tentativa de abrir espaço mediático quando caminha lado a lado com outros desportos gigantes.

Hoje outra seleção nacional entra em campo, a de futebol. Fernando Santos e o capitão conduzem nas quatro linhas uma equipa tão fresca, quanto madura, e bem preparada. Os últimos dias foram marcados pelas polémicas em redor de Cristiano Ronaldo, mas agora o pensamento da equipa está mais livre e a cabeça do jogador também. Assim, podem concentrar-se no que verdadeiramente importa: marcar golos na baliza do adversário.

"Não há impossíveis" foi a mensagem de CR7 antes da estreia de Portugal. Ronaldo promete que a seleção vai elevar bem alto a bandeira e o nome do país, quando se estrear hoje pelas 16.00 horas, no Qatar, contra o Gana. "Prestes a iniciarmos a nossa campanha na maior competição do mundo. Uma aventura que desejamos longa e repleta de sucessos, de forma a elevarmos bem alto o nome e a bandeira do nosso país. Queremos encher todos os portugueses de orgulho e alegria. Não há impossíveis! Força, Portugal!", escreveu o capitão da seleção nacional nas redes sociais. Palavras de motivação para aguentar uma tarde de nervos, palavras de um grande líder inspirador.

Este tem sido o Mundial dos vencedores improváveis: a Arábia Saudita meteu Messi no bolso ao ganhar à Argentina e o Japão venceu a Alemanha. Vitórias tão improváveis, quanto a hipótese de um Mundial se realizar no Qatar.

Para que aquele país dos Emirados Árabes Unidos fique na memória dos portugueses, como uma nação respeitada e que realizou um evento épico, falta trazermos a taça, mas falta também que o país percorra um caminho civilizacional de respeito pelos direitos das mulheres e pelos Direitos Humanos, em geral. Sem isso, o Qatar não vai marcar golos. Pelo menos, aos olhos do Ocidente. Ter (petróleo e dinheiro) não basta, é preciso Ser.

Por falar em Ser e em líderes, ontem foi homenageado um distinto e influente português. António Saraiva, que conheço há décadas e muito antes de nos cruzarmos por aqui, recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade Lusófona. Mais do que uma homenagem ao presidente da CIP, é uma homenagem ao homem de 67 anos que soube superar as dificuldades, lutar por uma vida melhor, carregar no botão do elevador social, aproveitar as oportunidades e atuar com princípios e com sentido de construção ativa de um país melhor. Parabéns ao galardoado.

Diretora do Diário de Notícias

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