Estudar o clima passado é essencial para prever evolução das alterações climáticas

Os sedimentos dos fundos oceânicos, os fósseis de conchas dos bivalves e o gelo eterno do Ártico e do Antártico guardam segredos preciosos para o nosso futuro coletivo. Segredos que estão a ser revelados graças às investigações minuciosas de Fátima Abrantes. Esta e outras histórias no podcast Ciência com Impacto.

Para podermos criar modelos que prevejam, com eficácia e rigor, como será o nosso clima daqui a algumas décadas ou centenas de anos temos de conhecer o passado. É obrigatório saber como eram as condições do oceano e da atmosfera ao longo das diferentes eras geológicas do planeta. E essa é a missão que a paleoceanógrafa Fátima Abrantes abraçou.

Graças aos estudos desta investigadora do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), temos hoje um maior conhecimento sobre a acidez, a temperatura e as disponibilidades de oxigénio e de nutrientes dos oceanos antigos.

Nos últimos tempos, Fátima Abranches tem dedicado particular atenção ao afloramento costeiro do litoral português e aos índices de produtividade primária. O estudo atual e passado da abundância de microalgas, que são a base da cadeia trófica oceânica e grandes consumidores de dióxido de carbono, permite ajudar a traçar modelos conceptuais - essenciais nas previsões da evolução do clima.

Neste ano de 2021 inicia-se a Década dos Oceanos, decretada pela ONU - Organização das Nações Unidas. É, na perspetiva desta investigadora, uma oportunidade única para travarmos ou invertemos os danos mais graves que décadas de industrialização desenfreada têm causado nos mares internacionais.

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Coordenador do projeto Ciência com Impacto

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