Exclusivo Poder fazer lóbi em Portugal

A tentativa de influenciar os decisores políticos é a coisa mais natural e democrática que há. Desde as eleições, quando escolhemos em quem votamos ou não, às manifestações e às greves, passando por declarações públicas, artigos de opinião em jornais, manifestos, reuniões, abaixo-assinados e conversas com amigos que são, ou achamos que são, influentes, vale legitimamente tudo o que a lei permita e seja eticamente aceitável. Cada um de nós tem o mais do que legítimo direito de tentar persuadir quem decide, do Presidente da República ao deputado mais anónimo, a fazê-lo como achamos melhor e como melhor convém aos nossos interesses. E quem decide que o faça, depois de nos ouvir, em liberdade. O ponto de partida sobre a regulação da relação entre decisores políticos e representantes de interesses, em Portugal, devia ser este.

Em Bruxelas, onde o lóbi existe em ambiente regulado, estes pressupostos são claros. E o exercício de quem tenta influenciar é bem recebido porque, dos funcionários da Comissão Europeia aos eurodeputados, todos reconhecem que há informação útil à discussão que só quem é parte interessada pode trazer.

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