Companheiros de jornal

A minha amiga Isabel tem um companheiro de jornal. Passo a explicar: aos domingos, lá pelas dez, a Isabel vai até ao café onde já está o senhor Custódio a ler as últimas páginas. Ela senta-se na mesa ao lado, pede um galão e um palmier, e espera que ele dê a leitura por concluída. Logo surge a pergunta do costume, "Quer ler, Isabel?", e sim, quer. À medida que ela passa das páginas nacionais para as notícias do mundo, a política, a cultura e o desporto, o senhor Custódio vai partilhando as opiniões que acabou de formar, "é uma vergonha, não acha, Isabel? Estão a gozar com a gente...", ou o Sporting, ou uma tragédia num país distante.

Leem a meias, discutem, negoceiam divergências. A Isabel é nova e o senhor Custódio é velhote, ela de esquerda e ele de direita, mas é assim que fazem, e não se dão nada mal.

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O que há de fascinante na Matemática que os fez segui-la

Para Henrique e Rafael, os números chegaram antes das letras e, por isso, decidiram que era Matemática que seguiriam na universidade, como alunos do Instituto Superior Técnico de Lisboa. No dia em que milhares de alunos realizam o exame de Matemática A, estes jovens mostram como uma área com tão fracos resultados escolares pode, afinal, ser entusiasmante.