Premium Coletes amarelos saem amanhã à rua: "Não temos nada para festejar no 25 de abril"

O regresso dos coletes amarelos está agendado para amanhã, no Terreiro do Paço, em Lisboa. A manifestação usa o mote anticorrupção, mas os organizadores - os mesmos do protesto de 21 de dezembro - aproveitam para atacar a geringonça e vincar que estão "de luto por Portugal e pela democracia". A PSP vai acompanhar o protesto.

"Estamos todos unidos, e desta vez vamo-nos concentrar numa única manifestação." Bruno Campos, 32 anos, coordenador comercial no Barreiro, e mentor do grupo Movimento Coletes Amarelos de Portugal, dá início à conversa que um grupo de oito elementos realizou com o DN, via Messenger. São de várias zonas do país e mantiveram sempre contacto desde o falhanço da manifestação de 21 de dezembro de 2018. Também ali estão Diogo Pereira, do Bombarral (pioneiro do movimento em Portugal), Micael Santana Viegas, do Algarve, Luísa Patrão, agente de execução judicial, Luís Pereira, Tiago Soares, de Lisboa, Ana Vieira e Miguel Freitas, todos de Lisboa. Têm flyers preparados para distribuir, apelando à concentração "do povo".

Os panfletos dizem coisas como "de luto por Portugal - eu luto contra a corrupção neste país". E esse parece ser o mote para este novo protesto, embora, aos poucos, o grupo vá avançando com outras "reivindicações específicas". Desde logo não é impune a escolha da data: "o 25 de abril é justamente quando a geringonça vai celebrar os seus não êxitos e é num tom de luto que o Movimento Coletes Amarelos Portugal vai sair à rua, e não em celebração. Porque não temos absolutamente nada a celebrar", diz ao DN Bruno Campos, logo secundado por Luísa Patrão, para quem, amanhã, "não temos mesmo nada para festejar".

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.