Exclusivo As reformas inadiáveis de João Lourenço em Angola

Situação do país obrigou novo presidente a enveredar por mudanças inevitáveis. No espaço de um ano, desde a sua posse a 26 de setembro de 2017, nenhum setor relevante foi poupado. E sucederam-se gestos simbólicos, como a exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi.

Mudanças de liderança nos setores fundamentais da economia, da Sonangol ao Fundo Soberano, do banco central à diamantífera nacional. Substituição dos responsáveis dos órgãos de comunicação social públicos, alterações na legislação sobre investimento estrangeiro, que termina com a obrigatoriedade da parceria com sócios angolanos. Fim da dupla tributação das empresas e trabalhadores portugueses, acordo estabelecido no quadro da visita de António Costa a Luanda. Anúncio de retificações na exploração de diamantes, de que Angola é o quinto produtor mundial, com o objetivo de "trazer de volta as grandes empresas desta indústria", referiu em maio o presidente João Lourenço, falando no centro mundial do setor, Antuérpia.

Mais sinais de diversificação de uma economia ainda dependente do petróleo - causa da crise que se vive no país após o declínio do preço do crude. Mudanças: início da reestruturação da transportadora aérea e da empresa que gere os aeroportos e a navegação, abrindo caminho à privatização de ambas; entrada em vigor de câmbios flutuantes no início de 2018 para aproximar o kwanza do valor real de mercado; (aplicação progressiva do IVA a partir de 2019 em Angola, único país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral onde ainda não é aplicado o imposto).

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