Premium Baralhar e dar de novo

Na próxima semana irá finalmente a votos a Comissão Von der Leyen. Depois de propostas de nomes rejeitadas, depois de várias controvérsias associadas aos novos portfólios apresentados pela presidente eleita, finalizou-se o processo sem, contudo, eliminar a ameaça de conflitos de interesses ou mudar significativamente os portfólios. Nas contas finais, parece que tudo não passou de um jogo de equilíbrios partidários, muito longe dos interesses dos cidadãos.

O novo comissário francês, Thierry Breton, não pode apagar do currículo o passado como CEO da Atos. Será, no mínimo, difícil acreditar que de um dia para o outro o seu foco deixará de ser o das grandes corporações para passar a defender os interesses dos cidadãos europeus. Por alguma razão, passou apenas por um voto no crivo da Comissão de Assuntos Jurídicos e, mesmo assim, pouca gente acreditará que tem menos problemas a esse respeito do que a sua antecessora de prova, Sylvie Goulard. A missão de Breton é clara: investir ao máximo no Fundo Europeu de Defesa. Os seus poderes são quase ilimitados.

Ler mais

Exclusivos