O dinheiro e o guarda-roupa da herdeira do trono

Na edição de 23 de novembro de 1946, o DN dava a notícia de que Isabel era "a primeira princesa de Inglaterra a usar os vestidos velhos de sua mãe depois de transformados".
Publicado a
Atualizado a

Ilustrada com uma fotografia da princesa Isabel de boné, a notícia reza assim: "Rainha de Amanhã - o Dinheiro e o guarda-roupa da herdeira do trono." O trono é o britânico e a herdeira Isabel, filha do rei Jorge VI.

Naquele dia 23 de novembro de 1946, estava ainda o mundo a recuperar do fim da II Guerra Mundial, o Diário de Notícias dedicava uma notícia de primeira página à herdeira, referindo: "Isabel é a primeira princesa de Inglaterra a usar os vestidos de sua mãe depois de transformados."

O texto, um exclusivo de Louis Wulff para o DN, explicava que desde os 11 anos que Isabel recebia uma receita anual de seis mil libras. Um valor que seria aumentado para 15 mil quando a herdeira completasse 21 anos - no ano seguinte, portanto.

A família real britânica destacara-se durante a guerra pela coragem e determinação para ficar ao lado do povo. Os reis recusaram sair de Inglaterra e eram muitas vezes vistos no meio dos destroços deixados pelos bombardeamentos dos nazis. As princesa, Isabel, a herdeira, e a irmã mais nova, Margarida, foram enviadas para fora de Londres, mas mantiveram-se sempre no Reino Unido. Com Isabel, quando fez 18 anos, a servir como motorista de ambulâncias.

No artigo de 23 de novembro de 1946, o DN explicava como Isabel apenas tinha acesso a uma pequena parte da verba que lhe era destinada para uso pessoal. E conta como "dessa verba semanal 'para os seus alfinetes', que começou com um xelim e nunca passou de cinco, a princesa devia pôr de parte todas as semanas uma pequena soma para comprar títulos do empréstimo de guerra e abrir uma conta de depósito na Caixa Económica Postal".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt