Exclusivo Amazónia. O lugar das mulheres na Igreja

Em janeiro, no DN, frei Bento Domingues, teólogo dominicano, lembrava que "o problema da desertificação" dos ministérios também é na Europa. A Amazónia pode ser um exemplo para o velho continente.

É a partir da Amazónia que o Papa quer que se olhe para o mundo. Com o escândalo dos abusos sexuais de menores ainda a minar o seu pontificado, Francisco avança para um novo desafio que promete também abalar a Igreja de Roma nos seus alicerces patriarcais. Em outubro próximo, de 6 a 27, no Vaticano, bispos de todo o mundo vão reunir-se num sínodo especial que tem por título "Amazónia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral".

Entre estes novos caminhos que os bispos de todo o mundo vão discutir inclui-se a desflorestação acelerada nos ministérios: há cada vez menos padres e alastram as comunidades sem sacerdotes que possam celebrar missas. Com a falta de árvores, lança-se mão das sementes possíveis, como antecipa o documento preparatório do encontro: "É preciso identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, levando em conta o papel central que hoje desempenham as mulheres na Igreja amazónica."

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