Destruição em Gaza, homenagens no hóquei, Marcelo no seu ambiente e um autarca em tribunal

Sábado

Dia de Nakba. Israel bombardeia edifício da Al Jazeera e da AP

A destruição do edifício em Gaza onde estavam as instalações da agência de noticias AP e da estação de televisão Al Jazeera marcou mais um passo no escalar de violência entre Israel e o Hamas. Uma hora antes de o prédio ser atingido por três mísseis os jornalistas foram avisados para sair da área. O ataque aconteceu no dia em que os palestinianos assinalavam o Dia de Nakba (Catástrofe) - que recorda o 15 de maio de 1948, o dia seguinte à independência de Israel - quando cerca de 700.000 pessoas foram expulsas ou fugiram das suas casas nos territórios onde hoje se situa aquele país.

Domingo

Hóquei em patins. Sporting ganha Liga Europeia

Em duas semanas o Sporting conquistou dois títulos europeus: depois do de futsal (triunfo sobre o Barcelona por 4-3) seguiu-se o de hóquei em patins. Ao vencer o FC Porto (4-3) na final da Liga Europeia, a equipa leonina venceu o segundo troféu europeu consecutivo na modalidade e deu mais um motivo para os adeptos do clube festejarem nesta temporada desportiva. Com este triunfo o Sporting assegurou o oitavo título de equipas nacionais nesta prova e o seu terceiro - mais um do que Benfica e FC Porto e mais dois do que o Óquei de Barcelos.

Segunda-feira

Presidente Marcelo no "seu ambiente" em Bissau

Marcelo Rebelo de Sousa chegou à Guiné-Bissau e deve ter-se sentido "em casa": voltou a ter multidões à sua espera pelas ruas, ao ponto de não ter resistido e saído do carro algumas vezes para cumprimentar pessoas que o saudavam. A euforia em torno da visita foi tal que a comitiva demorou duas horas a percorrer os oito quilómetros do trajeto entre o aeroporto e o centro da cidade de Bissau. Antes de deixar o país ainda visitou a Livraria Coimbra, que tem milhares de livros, na sua maioria escritos em português.

Terça-feira

Rui Moreira em julgamento pode perder mandato

A poucos meses das eleições autárquicas e numa altura em que diz estar a estudar a possibilidade de se recandidatar, o presidente da Câmara do Porto vai ter de se defender em tribunal da acusação de favorecer a imobiliária da família em detrimento da autarquia que lidera desde 2013. Segundo a juíza Maria Antónia Ribeiro, a acusação a Rui Moreira no caso Selminho leva a supor ser "solidamente previsível que, se submetido a julgamento, venha a ser aplicada ao arguido, em função da prova recolhida nos autos, uma sanção penal". A acusação é de prevaricação (de titular de cargo político), em concurso aparente com um crime de abuso de poder, incorrendo ainda na perda de mandato.

Quarta-feira

Migrantes fazem subir tensão entre Espanha e Marrocos

Espanha "não vai aceitar chantagens" e a integridade territorial "não é negociável, nem está em jogo". Com estas duas frases a ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, lançou mais uma achega para a "guerra diplomática" existente entre o país e o reino de Marrocos e que aumentou de tom com a entrada de 8600 imigrantes pela fronteira de Ceuta. Este "fechar de olhos" das autoridades fronteiriças foi entendido como um protesto relacionado com a permanência em Madrid do secretário-geral da Frente Polisário, grupo que reivindica o direito à autodeterminação no Saara Ocidental. Brahim Ghali está na capital espanhola por motivos de saúde.


Quinta-feira

Pote. A surpresa para o Europeu que não surpreende

Há um ano Pedro Gonçalves (ou Pote) era um nome que pouco dizia a quem não fosse adepto do futebol, e espcificamente do Famalicão. Doze meses depois este médio nascido em Chaves é uma das estrelas do futebol nacional e, qual cereja no topo do bolo, foi convocado pelo selecionador Fernando Santos para fazer parte da equipa que participará no próximo mês no Campeonato da Europa. Foi um ano de ouro para o futebolista: melhor marcador da Liga (23 golos), e o primeiro português a ganhar o troféu nos últimos 25 anos; campeão nacional pelo Sporting e agora estreia absoluta na seleção e logo num Europeu.

Sexta-feira

Guterres lembra as "responsabilidades dos líderes" em Gaza

Mais de duas semanas depois dos primeiros ataques cumpriu-se um cessar-fogo no conflito israelo-palestiniano. Após 232 mortes e 1620 feridos em Gaza e 12 mortes e 340 feridos em Israel e na sequência de uma mediação do Egito foi possível parar os ataques. Decisão que levou o secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, a lembrar que "os líderes israelitas e palestinianos têm a responsabilidade" pelas mortes que aconteceram e a desafiá-los a um "diálogo sério para abordar a raiz do conflito". "Gaza é uma parte integral do futuro Estado palestiniano e não deveriam ser poupados esforços para encontrar uma reconciliação real que coloque um fim à divisão", frisou.

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