No EP de Custoias há 50 reclusos que sofrem de VIH. Com hepatite C são mais de uma centena, todos tratados
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Custóias

Viver atrás das grades com VIH e hepatite C não é uma sentença

Desde 2018 que os reclusos não precisam de se deslocar aos hospitais para tratar doenças infetocontagiosas - são os médicos que vão às prisões. Em Custoias - onde Pedro e Rui (nomes fictícios) contam como é viver com VIH e hepatite C na cadeia -, a medida começou antes.

Pedro tem duas lágrimas tatuadas na face direita. Uma representa a morte do pai, a outra, coisas mal resolvidas do passado. O pai morreu-lhe em maio de 2017 e é a partir desse mês e desse ano que conta a sua história. Como se, com 30 anos de vida, nada mais se tivesse passado para trás. "A 3 de maio a 2017, a minha rapariga traiu-me, soube de mais algumas traições que antes nem queria ver, mas soube; a 4 de maio o meu pai morreu; no dia 5 chateei-me com a minha mãe e saí de casa. Aqueles três dias foram pesadinhos. Depois uma coisa leva à outra..."

"Foi complicado saber tudo de choque. Quando uma pessoa leva uma pancadita... pumba, depois pumba... vai aceitando bem, quando se leva com tudo ao mesmo tempo, meu Deus!"

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