Premium Alterações climáticas. Quando um enorme areal fica reduzido a dezenas de metros

Subida do nível do mar é uma evidência ao longo da costa portuguesa e obriga a medidas. Em Esposende, seja em Ofir ou na Apúlia, todos reconhecem o problema, mas as soluções divergem.

Não é necessário nenhuma medição nem conhecimentos científicos para verificar que o nível do mar tem subido ao longo da costa portuguesa. Em Ofir, uma zona costeira e turística do concelho de Esposende, é fácil essa constatação. "Quando era miúda era uma alegria vir para aqui. O areal era enorme, para mim era quase um quilómetro. Hoje o mar está aqui a poucos metros, o areal é reduzido. Perdeu a piada", diz Lurdes Silva, hoje com 46 anos mas fortes recordações do tempo em que era miúda no final da década de 1970, época em que o pai adquiriu uma fração no bloco A das conhecidas Torres de Ofir, três enormes edifícios com mais de 200 apartamentos construídos na primeira linha de praia.

É um dos casos em que a subida do nível do mar ameaça o património edificado junto à costa atlântica provocado pelas alterações climáticas que a partir desta segunda-feira estão em discussão em Nova Iorque numa cimeira convocada por António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

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