Aconteceu em 2003 - O início do fim de Saddam Hussein

A manchete do DN de 21 de março de 2003 era dedicada quase em exclusivo à invasão das tropas norte-americanas e britânicas ao Iraque. "Por ar, terra e mar. Ao cair da noite, os aliados lançaram uma ofensiva gigantesca sobre o Iraque. Vários edifícios de Bagdad ficaram em chamas, enquanto, a partir do Koweit, colunas de militares americanos e ingleses avançavam por território iraquiano", lia-se no jornal, que enviara uma repórter para Israel e outro para os Emirados.

Acabado o prazo do ultimato dado a Saddam Hussein para se retirar, e ao arrepio da ordem internacional, a aliança militar iniciou uma operação que fez mais de cem mil mortos e que acabaria com o julgamento e execução do ditador iraquiano, embora baseada numa falsa alegação de que o Iraque tinha armas de destruição em massa.

"O primeiro ataque ocorreu às 17 horas de Lisboa, quando a artilharia estacionada na fronteira do Koweit fez uma série de disparos, descrita pelo repórter do New York Times como "um autêntico terramoto". Depois, os marines e divisões de infantaria, num total de 10 mil veículos, penetraram no território iraquiano, onde tiveram os primeiros confrontos com os militares de Saddam. Os mísseis, rockets e helicópteros Black Hawk abriram o caminho", contava o DN.

"Um dia pesado do ponto de vista internacional e da relação de Portugal com o mundo", reagira o Presidente Jorge Sampaio. Já o primeiro-ministro dizia que Portugal "reafirma o apoio aos seus aliados, com quem partilha os valores da liberdade e da democracia". Quatro dias antes, Durão Barroso recebera nas Lajes George W. Bush, Tony Blair e José María Aznar.

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