O financiamento do Estado previsto para 2023 vai ter menos dívida porque, entre outros fatores, o Ministério das Finanças, de Fernando Medina, fez recentemente um acerto ao programa de financiamento, onde reduz o recurso a dívida (designadamente, a empréstimos que estavam previstos no âmbito do PRR - Plano de Recuperação e Resiliência)..Com esta calibragem, patente no novo Programa de Financiamento da República Portuguesa para 2023, aprovado pelo ministro Fernando Medina, a 3 de janeiro de 2023, o Estado português baixa a meta da dívida (na parte que procede da União Europeia, o PRR) em mais de 500 milhões de euros. Em cima disto, há também uma redução muito substancial do valor a ir buscar aos mercados ao longo deste ano (através de OT - Obrigações do Tesouro)..Fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou ao Dinheiro Vivo (DV) que "atualmente, prevê-se que sejam recebidos menos fundos da componente de empréstimos do PRR"..Mas, para compensar aquela redução de verbas do PRR (de 835 milhões de euros, o valor previsto no Orçamento do Estado, para 300 milhões de euros, agora), "serão recebidos mais fundos da componente de subvenções". Mais verbas a fundo perdido, basicamente..Ou seja, o Tesouro (a agência que gere a dívida pública, IGCP) não inclui os referidos 500 milhões de euros de dívida "já que não são empréstimos a reembolsar", acrescentam as Finanças..Leia a continuação deste artigo no Dinheiro Vivo