Premium Reino (des)Unido. Boris Johnson apela à união mas Brexit acentua divisões

A Escócia deu o primeiro passo para um novo referendo sobre a independência, enquanto a Irlanda do Norte pode sentir-se tentada a pensar na unificação com a Irlanda diante da contagem decrescente para a saída da União Europeia.

Desde a contundente vitória eleitoral dos conservadores que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem repetido os apelos à união. "É tempo de avançarmos e deixarmos cair as velhas etiquetas de leave [sair] e remain [ficar]. É tempo de agirmos em conjunto como uma nação revigorada, como um Reino Unido cheio de confiança renovada no nosso destino", disse ontem no Parlamento, antes de serem aprovadas as leis que regulam a saída da União Europeia (UE) a 31 de janeiro. Mas à sua volta, e à medida que avança o processo do Brexit, o reino parece cada vez mais desunido.

Nesta semana, a líder do governo escocês, Nicola Sturgeon, escreveu a Johnson a pedir negociações para a transferência de poder para um segundo referendo sobre a independência. Enquanto isso, na Irlanda do Norte, os nacionalistas que defendem a unificação da Irlanda estão pela primeira vez em maioria e já falam em ativar a cláusula do Acordo de Sexta-Feira Santa que prevê um referendo nesse sentido. Só no País de Gales, o único que além da Inglaterra votou a favor do Brexit no referendo de 2016, o nacionalismo parece contido, apesar de também estar a aumentar.

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