Premium As explicações para a guerra de juízes que deixa em suspenso o futuro de Lula

Juiz do Supremo veta decisão de outro juiz do Supremo em mais um dia louco na justiça brasileira. Se não houver novas surpresas, a discussão em torno da saída ou não do antigo presidente da cadeia volta em abril.

Em mais um dia de reviravoltas na justiça brasileira, um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu mandar soltar todos os cerca de 170 mil presos após condenações em segunda instância nos últimos instantes do último dia de trabalho da corte antes do fecho pelo Natal e Ano Novo. Como Lula da Silva seria um dos beneficiados, as reações, contundentes, à decisão de Marco Aurélio Mello não se fizeram esperar. Menos de uma depois da liminar de Mello em resposta a uma ação do PCdoB, partido aliado do PT, os advogados do antigo presidente já entravam com pedido de soltura na vara federal de Curitiba. Os procuradores da Lava-Jato acusaram, por outro lado, a decisão do juiz de ser "um hino à impunidade". Dirigentes do PT festejaram a medida. Eduardo Bolsonaro, deputado do PSL e filho do presidente eleito, criticou. Nas ruas, manifestações a favor e contra o presidente de 2003 a 2010. Horas depois, o presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu a decisão do colega e adiou a discussão sobre prisões em segunda instância para abril de 2019, conforme já faz parte da programação oficial da corte. Nessa data, a discussão - e as reações acaloradas de juristas, políticos e público em geral - voltará à atualidade.

Afinal, Lula vai ser solto ou não?

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