Premium Dor atinge três milhões em Portugal - e deixa metade sem relações amorosas

Outubro. Dia 21. É para se pensar a dor. E a sério, porque os portugueses sofrem mais do que os outros europeus. Ficam incapacitados, deixam de conseguir ter ou manter relações afetivas, mas muitos não a tratam. Saiba tudo sobre a dor.

A dor que dói sem se ver, a dor que desatina e que se torna ferida no dia-a-dia atinge os portugueses. É verdade. Mais do que os outros europeus. É dor que se chama crónica e que atinge mais de três milhões de portugueses. Estudos recentes revelam que a prevalência da dor crónica é da ordem dos 37%. Há muitos que sofrem. É verdade. Alguns acham até que é um fado, mais um. Que é uma questão cultural, social e até económica. A verdade é que são muitos que sofrem. Tanto homens como mulheres - embora elas possam ter mais fragilidades orgânicas geradoras de dor.

A frase "não dói nada, é tudo da cabeça". Tantas vezes se ouve que se acaba por aceitar, interiorizar de tal forma que se torna verdade. E sofre-se, às vezes muito. Falta-se ao trabalho, perde-se dias de férias, mete-se baixa, pede-se reforma antecipada. "É um calão, não quer fazer nenhum." Tantas vezes se ouve que se interioriza. E sofre-se. E a dor acaba por não ser tratada e "custar ao país mais de quatro mil milhões de euros por ano. Mais de 2,7% do PIB nacional em custos diretos e indiretos. Ou seja, em custos na saúde, com tratamentos e medicamentos, e em custos na segurança social, faltas ao trabalho, baixas médicas e reformas antecipadas", revela ao DN a médica Cláudia Armada, da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED).

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