"Não soube nada da minha filha durante sete anos. Já a vejo, mas não há beijos"
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"Não soube nada da minha filha durante sete anos. Já a vejo, mas não há beijos"

Um grupo de ajuda a pais que foram afastados dos filhos pelos ex-companheiros(as) reúne-se de 15 em 15 dias. Conselhos da experiência e ajuda amiga naquela que pode ser uma das mais tristes experiências vividas por um progenitor, a alienação parental.

Fernando até tem medo de partilhar com o grupo como foram boas as últimas vezes em que esteve com o filho, de 17 anos, e como a relação com a filha, de 21, está melhor. Há oito anos que luta para estar com eles. Finalmente concretizou o desejo no início do ano. "Não sei porque é que se deu esta reviravolta, mas a verdade é que temos jantado, convivido." A ouvi-lo estão mais 12 pessoas que compreendem bem a sua história, pois já passaram ou estão a passar pelo mesmo. Festejam o reencontro de Fernando com os filhos. Aconselham: "Vai com calma, às vezes há retrocessos."

Este é o grupo de ajuda mútua de Lisboa, um dos seis da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direito dos Filhos, criado há oito anos para ajudar pais com conflitos parentais e que, por causa deles, ficaram afastados dos filhos . "São pais, mães, filhos adultos ou avós", descreve Sílvia Oliveira, vice-presidente da associação. "O que é dito aqui fica aqui." Compromisso assumido pelo DN, daí que todos os nomes da reportagem sejam fictícios, à exceção de Ricardo Simões (presidente da associação) e de Sílvia Oliveira, também eles envolvidos em conflitos parentais.

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