Exclusivo Médicos em exclusividade: amor à camisola e combate à desmotivação

Ganham menos, trabalham de forma mais regular e têm mais estabilidade. E defendem o Serviço Nacional de Saúde, apesar das dificuldades que enfrentam todos os dias.

"Continuo a lutar pelo Serviço Nacional de Saúde porque acredito que temos profissionais competentes e capazes de mudar o rumo... haja vontade política!" Não é raro ouvir frases como esta, que resume o espírito de missão de serviço público de muitos médicos que se dedicam em exclusividade a ele. É o caso de Lara Sutil, médica especialista em medicina geral e familiar, que, aos 40 anos, trabalha e é a coordenadora da Unidade de Saúde Familiar de Águeda +Saúde. Dedica-se em exclusividade ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). É "uma defensora acérrima", apesar das dificuldades que enfrenta todos os dias na prestação de cuidados de saúde aos doentes.

Hoje, garante, sente-se "uma maior desmotivação", devido ao "arrastar das dificuldades, não só em termos de carência de profissionais como de recursos". Dulce Diogo, de 46 anos, médica especialista em cirurgia geral na Unidade de Transplantação Hepática do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, partilha da mesma sensação. "Também tenho visto muito que as pessoas andam desmotivadas. Às vezes parece que só querem levar o barco até determinado sítio, ou seja, só querem fazer o trajeto, não há a vitalidade necessária para acrescentar mais alguma coisa", afirma a médica, que há cerca de dez anos optou pelo regime de 42 horas semanais, que permite a dedicação exclusiva ao SNS e uma majoração em 40% do vencimento-base.

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