Premium O governo minoritário e o seu maior perigo

Por cá ficamos com um mero governo minoritário. As fraquezas desse governo serão muitas. A própria constituição é um sinal de fraqueza, com a escolha de quatro ministros de Estado, acima de todos os outros, o que tem mais vantagens do que desvantagens.

O termo "geringonça" foi desde o início pejorativo e nunca percebi como os protagonistas o adotaram como seu. Agora já se percebe. Nenhum deles gostava do sítio onde estava. Na verdade, o acordo de incidência parlamentar - o termo técnico apropriado - foi um acordo conjuntural que, afinal, não mudou substancialmente a forma de fazer política em Portugal. Foi um acordo decorrente dos excessos governativos de Passos Coelho e do cantar de cisne de Cavaco Silva. Aliás, como qualquer manual de Ciência Política preveria. Mesmo que não tenhamos lido nenhum, sabemos que o excesso provoca relação e a reação foi o acordo à esquerda.

Mas, afinal, quem foi o principal protagonista desse mesmo acordo? Esta pergunta tem estado no ar desde o primeiro dia, mas agora temos um novo dado para poder concluir que a hipótese de o protagonista ser o PCP é a mais viável.

Ler mais

Exclusivos