Premium A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.

Os curdos são a nação sem Estado mais numerosa do mundo. Após já vários genocídios, como o que aconteceu durante a guerra entre o Iraque e o Irão, são 30 milhões de pessoas que partilham uma bandeira e um hino, mas não as mesmas fronteiras. Na realidade, dividem-se entre a Turquia, a Síria, o Iraque e o Irão num território contínuo, mas não reconhecido. Foi, aliás, o reconhecimento da Turquia enquanto país, com a assinatura do Tratado de Lausanne, em 1923, que pôs fim à curta duração de um Estado curdo com fronteiras delimitadas, e que a Turquia nunca tinha aceitado.

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