Premium "Estar junto é menos importante que a dimensão do desejo de estar junto"

O juiz jubilado Laborinho Lúcio tem seis filhos, de idades muito diferentes. Hoje, vai passar o dia com os três que ainda estão em casa. O escritor Bruno Vieira Amaral também ficará com dois dos três filhos. Um dia do pai muito diferente.

Álvaro Laborinho Lúcio tem 78 anos e seis filhos - já quatro netos - que não acreditam no que ele lhes está sempre a dizer: que "vai acalmar". Pelo menos por agora, o juiz conselheiro jubilado, ex-ministro e ministro da República para os Açores, entre outras coisas, tem mesmo de o fazer. Os últimos tempos, tem-nos dedicado à à intervenção cívica e à escrita, editou o terceiro romance, "O Beco da Liberdade", em setembro. Os filhos têm entre 17 e 48 anos - e a diferença de idade vai determinar os que passarão este dia do pai com ele, ao contrário dos restantes.

Esta é uma conversa sobre o Dia do Pai e que merece uma declaração prévia do entrevistado, Laborinho Lúcio, que não costuma falar sobre a vida privada.
Nunca dei uma entrevista destas, nunca falei da minha vida pessoal, da minha vida privada, porque é isso mesmo, privada. Hoje decidi fazê-lo: no momento em que o país inteiro está metido em casa é uma boa altura para refletir. Creio que há um conjunto de valores aos quais temos de voltar numa dimensão de procura de outra forma de construir felicidade. Estarmos todos a conversar uns com os outros, estarmos a dar-nos uns aos outros, é muito importante para vencermos este desafio que estamos a viver.

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