Premium Rami Makhlouf, de aliado a dor de cabeça para o primo Assad

O homem mais rico da Síria já publicou três vídeos no Facebook em que acusa o regime de querer cobrar-lhe impostos que já terá pago e de prender os seus funcionários para o pressionar a demitir-se.

Rami Makhlouf, patrão da maior operadora de telemóveis da Síria, era apontado como um dos pilares do regime de Bashar al-Assad. Afinal, é seu primo direito e terá ajudado a financiar a guerra civil que já dura há nove anos. Mas num momento em que falta dinheiro nos cofres do Estado, nem o facto de partilharem laços de sangue está a poupar Makhlouf. E o empresário de 50 anos denuncia tudo no Facebook.

O homem mais rico da Síria é sobrinho da mãe de Assad, Anisa, e um companheiro de infância do presidente, que assumiu o poder após a morte do pai, Hafez, em 2000. Era considerado um dos mais influentes membros da família, tendo chegado a ser um dos alvos dos protestos que rebentaram em 2011 contra o regime de Assad. Nesse mesmo ano, anunciou que se ia afastar dos negócios e focar-se na sua organização de caridade (que ajuda as famílias dos mártires da guerra e dos feridos com um salário mensal), mas terá sempre mantido o controlo.

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