Premium Aconteceu em 1948 - ONU conclui a Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas adota o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que viria a ser aprovada em Assembleia Geral a 10 de dezembro.

Com o final da Segunda Guerra Mundial criou-se um consenso. No seio das Nações Unidas, a comunidade internacional comprometeu-se em que não se repetissem atrocidades como as realizadas naquele conflito. Além da Carta da ONU, a primeira sessão da Assembleia Geral, em 1946, adotou um roteiro para garantir os direitos de cada indivíduo ao nível global.

Foi criada uma Comissão dos Direitos Humanos que, na sua primeira sessão, no início de 1947, autorizou os seus membros a formular o que designou por "um anteprojeto de Carta Internacional dos Direitos Humanos". Mais tarde, o trabalho foi assumido por um equipa de redação formal, composto por membros da Comissão de oito Estados, selecionados tendo em conta a sua distribuição geográfica.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.