Premium Médicos de família: possíveis reformas serão mais do que novos especialistas

Serão cerca de 1800 os médicos que vão terminar a especialização e concorrer aos centros de saúde nos próximos quatro anos. Mas haverá dois mil a poder reformar-se. Ministério da Saúde diz que pretende "contratar tantos especialistas quanto possível" e tem esperança de que haja menos médicos a pedir a reforma.

O número de médicos de família que podem reformar-se durante a próxima legislatura é superior ao de recém-especializados para os próximos quatro anos. Podem aposentar-se dois mil médicos, mas só 1800 estarão disponíveis para a substituição. E, "por mais médicos de família que se formem, nunca se chega a resolver o problema, que nesta altura está muito localizado, se não forem adotadas medidas políticas de carácter excecional", alerta Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, publicados na página BI da reforma dos cuidados primários, o pico de médicos de família com mais de 66 anos será atingido em 2021, quando 522 profissionais estarão sujeitos a deixar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ler mais

Exclusivos