Premium Comunidade Tamera: gente do mundo encontra paraíso em Odemira. Contra a violência e pelo amor livre

Alemães fizeram do Monte do Cerro, em Odemira, a comunidade Tamera, que tem 200 pessoas e atrai gente do mundo. O presidente da junta diz que não vieram ensinar nada, "mas sim recordar o que os antigos faziam".

Um caminho de terra batida no meio do Alentejo, placas de boas-vindas, cavalos e um lago gigante à entrada, árvores e vegetação. Estrangeiros, na maioria, circulam sem parecerem ter pressa. Na cozinha, o fogão funciona a energia solar e os pratos são veganos. Poderia ser um campo de férias, mas não é isso que desejam os residentes da comunidade de Tamera, em Odemira. Desejam um futuro sem guerra, com amor e sexo livres, sem medo. Nesta semana organizam o maior evento anual, que junta aos seus 200 habitantes 35 pessoas vindas de todo o mundo.

"Defender o sagrado: conferência para agentes de mudança globais" é o título do encontro, iniciado nesta sexta-feira e que termina amanhã. São três dias, mas a maioria dos participantes encontram-se em Tamera para fazer o curso principal, três ciclos de estudo de três meses, um por ano. Uma formação para espalhar por todo o mundo biótopos de cura, habitat onde todas as formas de vida - humana, animal, vegetal, aquática - "coexistem na sua diversidade". É um regresso às origens, em harmonia com a natureza e sem violência.

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