A esperança e a resiliência não têm idade

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Celebrar a vida e o jornalismo independente é algo que nos dá esperança, por isso, ontem, no jornal, vivemos um momento especial num edifício com grande simbolismo para a história deste meio de comunicação social centenário. Na sala Almada Negreiros do edifício do Diário de Notícias, na avenida da Liberdade em Lisboa, reuniu-se a equipa que faz todos os dias o jornal, em versão papel e digital, ilustres oradores e outros convidados que nos honraram com a sua presença, num evento que foi acompanhado em streaming pelos leitores.

Os projetos que zelam pela liberdade de imprensa, como este, precisam de investidores, de quem neles deposite confiança, de inovação e de capacidade permanente de reinvenção. Necessitam da confiança dos leitores, dos parceiros e dos anunciantes para fazer cumprir a sua missão maior: informar.

Acredito que lutar pela democracia e pela liberdade de expressão não é retórica, é um desafio diário que só se consegue em equipa e com muita resiliência, sempre de olhos postos no futuro. Foi exatamente essa mensagem que nos transmitiram também os oradores na tertúlia do DN dedicada ao tema "Renovar, Recuperar e Reinventar".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, incitou-nos a todos, enquanto jornalistas mas também enquanto cidadãos, a mantermos um DN forte e um setor da comunicação social em Portugal forte e sustentável, que perdure e saiba atravessar regimes e gerações. Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital desafiou-nos a cuidar da liberdade, esse enorme valor da imprensa e da democracia. Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, refletiu sobre o papel do jornalismo, da investigação e da inovação numa cidade, num país e numa Europa em que não podemos dar como um dado adquirido as democracias, mas devemos lutar por elas todos os dias.

Henrique Gouveia e Melo, o vice-almirante que coordenou a task force da vacinação da covid-19, trouxe à audiência palavras de esperança, de necessidade de reinventar dos modelos de liderança e de governação e um apelo para que passemos, todos - dos cidadãos aos políticos - dos diagnósticos e narrativas à ação.

Por falar em passar de teoria à prática, o DN elegeu este ano um homem que provou que o sabe fazer e recebeu a distinção de Personalidade do Ano Nacional 2021: o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo. Do lado de lá do Atlântico, no panorama internacional, Joe Biden foi o eleito. Quanto aos Acontecimentos do Ano 2021, cá dentro destacou-se a crise política, no seguimento do chumbo do orçamento do Estado, e lá fora o assalto ao Capitólio. Uma eleição da redação do DN, onde trabalham dezenas de pessoas, sete das quais há mais de 25 anos e que, também ontem, foram distinguidas pelo seu mérito e dedicação no trabalho que trazem à estampa todos os dias neste jornal que é o seu.

Obrigada caro leitor pela confiança e pela preferência e que esperamos continuar a merecer.

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