Premium No verão da minha infância havia um rio


No verão da minha infância havia um rio. Um rio onde tomávamos banho e andávamos de barco a remos. Era o Tejo, que passava mesmo ao pé do Tramagal, onde a minha avó vivia e a família se reunia todos os anos nas férias grandes.

Íamos de comboio, partíamos da estação de Santa Apolónia, onde era tradição comprar jornais e revistas para a viagem, no meu caso um almanaque da Disney que durasse para ler nas férias. O momento em que víamos o castelo de Almourol no meio do rio era sempre o sinal de que estávamos a chegar e dali eu antecipava logo os banhos e os piqueniques que haveríamos de ter um pouco mais acima por agosto fora.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.