Exclusivo Finlândia dividida entre a social-democracia e a extrema-direita

O país mais feliz do mundo, pautado pela igualdade, fartou-se da austeridade. Uma parte votou nos sociais-democratas. Outra parte na extrema-direita. Pela primeira vez nenhum partido teve mais de 20%.

0,2% apenas, ou seja, 6813 votos separam os sociais-democratas da extrema-direita no resultado oficial das eleições legislativas de domingo na Finlândia. O SDP de Antti Rinne obteve 17,7% dos votos expressos. E 40 deputados. O Partido dos Finlandeses de Jussi Halla-aho teve 17,5% e elegeu 39 deputados num total de 200 no Eduskunta (Parlamento). Pela primeira vez na história da democracia finlandesa nenhum partido teve mais de 20% e o jornal finlandês Ilta-Sanomat classificou o desfecho do escrutínio como "o maior thriller eleitoral de todos os tempos".

No discurso de vitória, Rinne lembrou que os sociais-democratas, de centro-esquerda, ganharam as eleições pela primeira vez desde 1999, ou seja, há duas décadas que não conseguiam a primeira posição. O seu partido encetará agora negociações para tentar encontrar uma coligação de governo. Algo que não se avizinha fácil. Para muitos analistas, a resposta deverá passar por negociações entre os sociais-democratas e os conservadores do Partido da Coligação Nacional (38 deputados), os Verdes (20), a Aliança de Esquerda (16) e os liberais do Partido Popular Sueco da Finlândia (9).

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