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O cirurgião cardiovascular José Fragata era médico há dois anos quando nasceu o Serviço Nacional de Saúde. Desde então protagonizou alguns dos momentos mais marcantes da história da saúde em Portugal.

Era um grupo de miúdos, 12, que chocava Estremoz, Évora, com os seus costumes, próprios da idade e da capital, em 1978. "O Alentejo não estava preparado para aquilo", lembra o diretor do serviço de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, José Fragata, hoje com 66 anos. Dentro do grupo dos recém-formados a fazer o Serviço Médico à Periferia, as mulheres fumavam cachimbo e davam o braço a amigos para ir ao café.

O projeto-embrião daquele que viria a ser o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que nasceu em 1979 e comemora neste domingo 40 anos, tinha como objetivo levar jovens médicos para o interior, onde até então as populações praticamente não tinham acesso a cuidados de saúde. Antes, as alternativas passavam por uma Caixa de Previdência para aqueles que descontavam parte do seu salário e para outros a doença significava vender pertences para pagar uma consulta particular.

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