Premium Universidades. Máquinas de vendas cheias de doces e quase nenhuma tem fruta

Um estudo da Deco analisou 135 máquinas de comida nas universidades portuguesas. Quase dois terços dos produtos seriam considerados proibidos se nas universidades e politécnicos se aplicassem as mesmas regras que já se usam nos hospitais.

Uma overdose de doces, poucos iogurtes sem adição de açúcar e quase nenhuma fruta. A esmagadora maioria dos produtos disponibilizados nas máquinas de venda das universidades e politécnicos está no extremo oposto das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) para uma alimentação saudável e dois terços seriam mesmo considerados proibidos, se fossem analisados à luz da regulamentação para as instituições do Serviço Nacional de Saúde. Este é o cenário arrasador que vai ser traçado nesta segunda-feira pela Deco na apresentação do Relatório Anual do Programa para a Promoção da Alimentação Saudável, no Porto.

O estudo da associação de defesa dos consumidores, realizado em parceria com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, analisou 135 máquinas de venda automática em cem instituições de ensino superior de todo o país, num total de 5340 produtos alimentares. E o retrato dificilmente podia ser mais negro: os doces (guloseimas, bolachas, bolos e chocolates) estão presentes em todas as máquinas, os snacks salgados em 61%, enquanto as sandes mais saudáveis apenas estão presentes em 31%, os iogurtes sem adição de açúcar em 8% e a fruta fresca em 3%. Os refrigerantes estão presentes na mesma quantidade que a água: 93%.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.