Premium "Movimento populista global" na agenda de Trump em Londres

Entre polémicas e manifestações, o presidente americano recebeu apoio de grupos da "direita alternativa" com quem Steve Bannon esteve reunido. O objetivo é claro: mudar a política europeia.

A entrada, pintada de azul-celeste, é recente. Mas o edifício vitoriano, com os seus tijolos castanhos, já recebe clientes desde 1871, neste número 43 da Blythe Road, em Hammersmith, Londres ocidental. As duas pipas de madeira continuam à porta, uma de cada lado. Mas o nome do pub foi tapado. Em vez de Jameson, desde sexta-feira passada, lê-se "The Trump Arms".

No sábado, o pub deu uma festa - 32 libras cobradas à porta - para mostrar ao presidente americano "umas acolhedoras boas-vindas". O sentimento vê-se, dos bonés com o slogan de campanha (Make Americ a great again) às bandeiras de riscas e estrelas. O dono do pub, Damien Smyth, gosta de Donald Trump. Mas a festa tem mais significados.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.