Premium O meu filho tornou-se vegano. E agora?

É estimado que existam cerca de 60 mil veganos em Portugal. Por motivos éticos, ambientais ou de saúde, cada vez mais jovens decidem excluir todo e qualquer produto de origem animal. Ao DN, três famílias contam como se adaptaram à mudança de padrões alimentares dos mais novos, e os nutricionistas deixam algumas orientações.

Assim que acabou de ver o Cowspiracy - o famoso documentário sobre a pegada ecológica da agropecuária -, Rita Oliveira, de 18 anos, enviou uma mensagem à mãe: "Tornei-me vegana. Nunca mais como carne." Já não consumia leite nem derivados, mas há oito meses resolveu também eliminar a carne, o peixe e os ovos da alimentação. Como ser vegano é mais do que mudar o que está no prato, excluiu do seu dia-a-dia todos os produtos de origem animal, do vestuário aos cosméticos. "Falamos à noite", respondeu-lhe Maria José Simão.

"Fiquei preocupada, porque tive receio que pudesse pôr em causa a saúde. Não sabia o que podemos ir buscar a cada alimento. Mas não podemos olhar com palas. Fui procurando informação. E fomos tendo discussões, umas mais acesas do que outras", recorda a bancária, de 45 anos. O pai, Carlos Granja, de 43, reconhece que gosta "de picar" a filha. "Não é por não ficar orgulhoso com a opção dela, mas faço-o para ver se os argumentos dela são refletidos", explica o professor bibliotecário.

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