Premium Censos americanos. Portugueses querem ganhar mais voz nos EUA

Make Portuguese Count é a campanha que está a decorrer nos Estados Unidos junto da comunidade portuguesa para que não se esqueça de assinalar a sua origem no questionário - desde que já não é só a raça a contar.

Os números oficiais de portugueses nos Estados Unidos são irreais e, por isso, os censos americanos de 2020 estão a ser vistos como uma oportunidade para aproximar as estatísticas à realidade e assim a comunidade ganhar mais peso social e político no país. Porque há a consciência de que quantos mais forem, mais valorizados serão: a língua portuguesa poderá alcançar mais reconhecimento como necessidade educativa nas escolas e nas universidades e os portugueses poderão também ganhar mais representação política.

São estas algumas das razões que motivaram a campanha Make Portuguese Count (Faça com que os portugueses contem), que está a decorrer junto da comunidade nos Estados Unidos para sensibilizar os portugueses a escreverem a sua origem no próximo questionários dos censos de 2020. O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, também já gravou um vídeo.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.