Premium Censos americanos. Portugueses querem ganhar mais voz nos EUA

Make Portuguese Count é a campanha que está a decorrer nos Estados Unidos junto da comunidade portuguesa para que não se esqueça de assinalar a sua origem no questionário - desde que já não é só a raça a contar.

Os números oficiais de portugueses nos Estados Unidos são irreais e, por isso, os censos americanos de 2020 estão a ser vistos como uma oportunidade para aproximar as estatísticas à realidade e assim a comunidade ganhar mais peso social e político no país. Porque há a consciência de que quantos mais forem, mais valorizados serão: a língua portuguesa poderá alcançar mais reconhecimento como necessidade educativa nas escolas e nas universidades e os portugueses poderão também ganhar mais representação política.

São estas algumas das razões que motivaram a campanha Make Portuguese Count (Faça com que os portugueses contem), que está a decorrer junto da comunidade nos Estados Unidos para sensibilizar os portugueses a escreverem a sua origem no próximo questionários dos censos de 2020. O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, também já gravou um vídeo.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.