Premium Israel e Líbano, tecnicamente ainda em guerra, negoceiam fronteira marítima

Os dois países vão dialogar com a mediação dos EUA e das Nações Unidas para tentar resolver o diferendo que já dura há quase uma década. Em causa estão 860 quilómetros quadrados e a promessa de riquezas sob o Mediterrâneo.

De olhos postos no petróleo e no gás natural que está escondido sob as águas do Mediterrâneo, Israel e o Líbano viram as costas a décadas de conflito - tecnicamente ainda estão em guerra - e começam nesta quarta-feira a negociar para ultrapassar o diferendo sobre as suas fronteiras marítimas. O diálogo, que surge após três anos de pressão dos EUA, será mediado por Washington e pelas Nações Unidas.

As apostas são elevadas, mas não se esperam milagres. "Não estamos a falar de negociações de paz e de normalização das relações, mas de uma tentativa de resolver uma disputa técnica, económica, que há dez anos atrasa o desenvolvimento dos recursos naturais offshore", escreveu no Twitter o ministro da Energia de Israel, Yuval Steinitz, falando na necessidade de ser "realista".

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