Premium A morte lenta das democracias

O Brasil de Bolsonaro, a América de Trump, a Venezuela de Maduro, a Rússia de Putin, a Hungria de Orbán, a Turquia de Erdogan, a Itália de Salvini. Mais Le Pen, Kaczynski, Gauland, Strache, Wilders, Baudet, Sneider e Siderov. Será o apelo pelo autoritarismo eterno? Quantos anos mais terão as democracias liberais? E quem as defende contra o avanço nacionalista?

Não vivemos apenas na era da ansiedade, mas na da testosterona política, a das vitórias dos homens fortes, o que não quer dizer preparados, qualificados, ou com uma especial autoridade democrática incorruptível. Bem longe disso. A ascensão pistoleira de Bolsonaro, a miserável durabilidade de Maduro, a tentacular corte de Orbán, Kaczynski, Putin e Erdogan, ou a enxurrada demagógica de Trump e Salvini, colocam mais cedo ou mais tarde, de forma mais abrupta ou progressiva, uma questão essencial: podemos acomodar um regime iliberal, autoritário e socialmente divisionista, e ao mesmo tempo manter uma economia aberta, uma sociedade livre e instituições políticas saudáveis?

A resposta é não. Ao contrário do que apregoam os populistas de mão na bíblia, fingindo querer preservar o melhor das democracias mas impondo um nacionalismo ideológico no edifício do Estado, não há qualquer compatibilidade entre os dois universos: as liberdades não sobrevivem ao apelo autoritário, seja este eterno ou intermitente nas nossas sociedades.

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