Premium Uma bíblia para os tempos modernos: "Como Sobreviver a Um Filho da P*ta"

Sabe aqueles idiotas que arruínam o seu dia, humilham os seus colegas ou têm comportamentos abusivos? Pois bem, o livro Como Sobreviver a Um Filho da P*ta (ed. Vogais, julho 2018) foi escrito para aprender a livrar-se deles.

Robert I. Sutton diz-se inundado ao longo da sua vida sempre pela mesma questão: como sobreviver a um filho da p*ta? A pergunta, diz, surgiu depois de ter escrito The No Asshole Rule, em 2007. O professor da Universidade de Stanford e autor de vários livros de Gestão achou que a sua vida não iria mudar em nada depois de lançar a obra. Enganou-se. Vendeu mais que qualquer outro dos seus livros, feriu suscetibilidades, passou a ser conhecido como «o tipo do idiota» e recebeu vários e-mails e contactos através das redes sociais sobre o tema.

Agora, depois do enorme feedback que recebeu, reuniu estratégias e dicas para lidar com os tais (os idiotas, leia-se). «O resultado é Como Sobreviver a Um Filho da P*ta, que disponibiliza os melhores conselhos que consegui reunir sobre a mais acertada forma de lidar com pessoas que fazem os outros sentir-se angustiados, rebaixados, desrespeitados ou vazios. Concentro-me no espaço de trabalho. Contudo, as lições aqui apresentadas são pertinentes para voluntários em organizações sem fins lucrativos e em escolas; para idiotas em igrejas, templos e mesquitas; e para comportamentos incorretos em espaços públicos como o metro, aeroportos, centros comerciais e recintos desportivos», pode ler-se no livro.

No capítulo «Avaliação dos Idiotas», Robert I. Sutton revela histórias e estudos que identificam vários tipos de idiotice - que vão do gerente de um banco na China que humilhou oito trabalhadores, batendo-lhes nas nádegas com um pau porque «não trabalharam no duro», à página de Twitter Passenger Shame, que mostra fotografias e vídeos reais de comportamentos chocantes dentro dos aviões. Neste último, pode ver passageiros a colocarem os pés sujos no teto dos aviões ou uma mulher a insultar uma assistente de bordo depois de esta lhe pedir que apagague o cigarro.

«São inúmeros os disparates atribuídos aos idiotas. Alguns atos desprezíveis - como, por exemplo, a agressão física ou o assédio sexual - fornecem provas irrefutáveis de que o rótulo de filho da p*ta se justifica», lê-se na obra, acrescentando que, ainda assim, existem «diferenças culturais e organizacionais sobre quando e por que razão as pessoas merecem esse rótulo».

Para perceber melhor se realmente está perante um idiota, o professor universitário tem uma pergunta-chave: «sente que o alegado idiota o trata (a si e talvez a outros) como lixo?» Pois bem, se responder afirmativamente a esta questão significa, segundo o autor, «que está a sofrer e que seria prudente tomar medidas para se proteger».

Mas como? Deverá estar a questionar-se neste momento. A primeira medida passa por afastar-se. «Não se envolva com loucos», aconselha Katy DeCelles, da Universidade de Toronto, que estudou pessoas abusivas e conflitos violentos. Sutton completa, defendendo que a «redução da exposição» aos idiotas pode salvaguardá-lo de não apanhar as suas «infeções». «Nós, seres humanos, "apanhamos" muitos dos nossos pensamentos, emoções e comportamentos dos outros (até mesmo quando não o desejamos). Ao ficarmos "infetados", mudamos (habitualmente para pior) e passamos os nossos germes negativos aos outros (ainda que não seja essa a nossa intenção)».

Para defender a sua tese, o gestor recorre a vários estudos. Entre eles, um realizado por Trevor Foulk, em 2015, que mostra que basta uma única exposição a uma pessoa mal-educada para transformar alguém num «portador», que por sua vez infetará outros com os seus comportamentos negativos - por isso, espalha-se «como a gripe».

Para se distanciar, tem de aprender a delinear uma série de estratégias, entre elas «esquivar-se», «abrandar o ritmo» das interações, passar despercebido, procurar «bloqueadores» de abusos que são, normalmente, dirigidos a si. Poderá também arranjar «zonas de segurança», «sistemas de alerta» e ainda, «misturar, comparar e improvisar», que é como quem diz, arranjar o seu próprio plano. «Infelizmente, os idiotas fazem o seu trabalhinho sujo de tantas formas diferentes e em tantos locais, que cada problema exige uma estratégia desenhada à medida», explica o professor universitário.

Pensar nos insultos dos idiotas como diversão, tornando o humor uma arma, pode ser uma das soluções para conseguir proteger-se. É pegando no lado útil e divertido que Robert I. Sutton pretende que este livro preserve a sua sanidade mental, «evitando que os dias bonitos sejam arruinados por algum idiota».

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Nuno Artur Silva

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