Premium Cidade do Cabo: um ano depois, ainda há falta de água?

No início de 2018, nos bairros de lata faziam-se filas para encher garrafões de água. Um ano depois, já não se fala em "Dia Zero", aquele em que as torneiras da Cidade do Cabo secariam, como antes.

Há um ano, a África do Sul declarava estado de emergência. A seca tinha atingido valores recorde e, em particular, na Cidade do Cabo medidas urgentes exigiam-se. O valor das reservas de água, que vinha a descer desde 2015, passara de 70% para o nível mais baixo das últimas décadas: 24,7%. Associações locais aumentaram as ações de sensibilização e o controlo ao consumo de água foi ainda mais apertado. Entre as várias restrições, a água disponível para os residentes foi reduzida a um limite de 50 litros por dia, proibiram-se lavagens de automóveis. A mostrar o contraste que caracteriza a Cidade do Cabo, onde vivendas de luxo vedadas com arame farpado e bairros de lata se separam apenas por uma estrada, outra medida: foram limitadas as irrigações tanto a campos de golfe como a campos agrícolas.

Apesar de todos os contrastes, numa região que enfrenta um aumento da seca e onde nos últimos quatro anos os registos de chuva são abaixo da média, quando começa a pingar todos sorriem. Ainda antes de aterrar, lá de cima a paisagem não esconde o que se vive. Há rios sem água e vegetação praticamente sem cor.

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