Exclusivo Apanhado do clima, mundo espera liderança de Biden

Presidente dos EUA criou cargo de enviado especial para o clima e quer limpar a imagem suja de carvão e petróleo que Trump deixa. Sucesso depende da relação com a China.

As boas notícias primeiro: os Estados Unidos vão regressar ao Acordo de Paris e em 2020 deve registar-se uma quebra global de emissões de gases com efeito estufa na ordem dos 7%. Agora as más: o regresso dos norte-americanos ao tratado internacional não trará efeitos imediatos. A quebra nas emissões deve-se à pandemia e ao facto de no ano anterior a atividade humana ter batido o recorde de emissão de gases. E os especialistas temem que a retoma económica global, resultante de subsídios e apoios governamentais às indústrias, inclusive as poluentes, vá agravar o problema, em contraciclo com o que os países se comprometeram.

O Acordo de Paris, celebrado há cinco anos por 195 países (ficaram de fora a Síria e a Nicarágua) e a União Europeia, estabelece um objetivo global de manter o aumento da temperatura média global "bem abaixo dos 2° C" em comparação com os níveis pré-industriais e, se possível, a 1,5° C, um limiar já por si sinónimo de mudanças profundas, de acordo com os climatologistas.

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