Catarina Martins (BE), Jerónimo de Sousa (PCP) e António Costa (PS) num debate realizado a 18 de setembro.
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Legislativas 2019

O que mudou no mapa eleitoral português?

Os partidos pequenos não parecem ter crescido à custa dos tradicionais. O PS elege mais dez deputados com menos 200 mil votos do que em 2009. A CDU perde votos nos círculos eleitorais onde a abstenção foi mais elevada.

As eleições do passado domingo, confirmaram em traços gerais o que a maioria das sondagens tinha apontado. O PS ganhou modestamente, o BE estagnou, a direita e a CDU perderam votos e deputados e o PAN cresceu. Há maior fragmentação partidária, com a entrada de três novos partidos para a Assembleia da República. Agora, no rescaldo das eleições, podemos avançar com algumas análises, ainda que preliminares. Como fica a geografia eleitoral depois de 6 de outubro? Será que ainda conseguimos identificar os tradicionais bastiões da direita, a norte, e os tradicionais bastiões comunistas, a sul? Onde é que a direita mais perdeu? O que aconteceu à CDU? Onde é que o PAN mais cresceu? Quem ganhou e perdeu mais em relação a 2015?

A análise que se segue para responder a estas questões é feita com base nos resultados oficiais dos partidos ao nível nacional e distrital, mas sobretudo municipal. Fica o alerta, que com este exercício não se pretende analisar transferências de voto entre partidos, nem os dados analisados permitem esse tipo de análises, nem tirar conclusões sobre comportamentos individuais com base nos padrões identificados ao nível municipal.

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