Premium Obrigada, Ana

A notícia não é de hoje. Há cerca de um ano que a Ana Gomes decidiu não voltar a candidatar-se ao Parlamento Europeu, mas foi nesta semana que se fez a notícia. Nos quase dez anos que levo no Parlamento a Ana foi sempre um lugar seguro. Conheço poucas pessoas que tanto coração ponham no que fazem, que tanto trabalho abarquem, que tantas causas abracem. A Ana foi e é uma representante exemplar do cargo que exerce, concorde-se ou não com o que defende.

Na Ana não há meias-palavras, posições de circunstância, disfarces ou favores. Há convicção, valores, programa e firmeza. Não estive sempre do mesmo lado da Ana, mas das muitas vezes em que estivemos e estamos do mesmo lado sabia que estava ao lado de uma fortaleza. Se é verdade que as pessoas não devem eternizar-se nos mesmos cargos, como se usa dizer, também é verdade que há quem, apesar de já tanto ter feito, deixa sempre um lugar só seu.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.