Premium Cigarros eletrónicos: porque estão os adolescentes a aderir a um vício perigoso

O cigarro eletrónico é usado sobretudo por pessoas na faixa etária dos 30 aos 45 anos. É proibida a venda a menores de 18, mas é cada vez mais procurado por adolescentes. Médicos dizem que é um produto perigoso, enquanto os vendedores alegam que é menos prejudicial do que o tabaco convencional.

Existem sabores a frutas, pastilhas elásticas, donuts, algodão-doce, bolos de manga, pastéis de natal, atabacados. São dezenas de sabores diferentes para uma enorme variedade de cigarros eletrónicos, dispostos em estantes com um design moderno. Vendidos em frascos coloridos, os líquidos têm diferentes aromas, aos quais pode ou não ser adicionada nicotina. Na grande maioria dos casos, é. Embora seja proibida a entrada a menores de 18 anos, muitos tentam a sua sorte. Querem "vapear", um fenómeno que desperta a curiosidade de cada vez mais adolescentes portugueses e que, segundos os médicos, está fora de controlo nos EUA.

"É um produto procurado por menores de 18 anos, mas a entrada na loja é proibida a menores. Eles já sabem que chegam e não entram", assegura Fábio Oliveira, sócio da Vapor Land, loja de cigarros eletrónicos, que abriu há dois anos em Aveiro. Na maioria dos casos, refere, são jovens que "já fumavam tabaco convencional aos 16 anos". "Como é que obtêm os cigarros?", questiona. Para os mais novos, considera que os cigarros eletrónicos "são vistos como uma brincadeira", enquanto "para os mais velhos são considerados uma alternativa mais saudável e menos dispendiosa do que o tabaco". Há muitos casos, prossegue, em que jovens adultos que não fumam tabaco convencional compram e-cigarros "e levam líquidos sem nicotina".

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