Premium O parente pobre

Foi pouco valorizado, mas não deixou de ser caricato assistir à cimeira dedicada aos Balcãs que teve lugar em Londres em meados de julho. De um lado, o anfitrião, o Reino Unido, em acelerado passo para uma saída caótica da União Europeia, ainda por cima com o ministro dos Negócios Estrangeiros demissionário na véspera. Do outro, um grupo de seis Estados em diferentes níveis de diálogo com Bruxelas para aderirem à UE. Não só foi caricato como mostrou a constrangedora situação em que mergulhou a política britânica, sem um pingo de autoridade geopolítica ou um rasgo de salvação estratégica. Mas não é de Londres que vos quero falar. É, isso sim, dos Balcãs, o parente pobre da Europa e a região mais importante ao sucesso do modelo de integração nas próximas duas décadas.

Se esta tem sido uma região pouco valorizada nas iniciativas políticas europeias dos últimos anos, é preciso não esquecer que os Balcãs ocidentais foram palco da única intervenção humanitária ocidental em território europeu no pós-Guerra. NATO e UE têm, por isso, uma responsabilidade singular sobre o futuro desses países. Além disso, será igualmente nos Balcãs que se medirão os méritos tradicionalmente associados ao alargamento destas grandes organizações ocidentais. Há duas razões para tal. Primeiro, deixa de se poder vender o alargamento como o garante da democratização dos Estados europeus, isto é, a pacificação das suas instituições internas e o respeito por uma grelha constitucional normalizada dentro dos padrões comunitários. E se houve projeto de sucesso progressivo na Europa depois de 1945, foi o alargamento das suas principais organizações de reorganização securitária e política. Segundo, o falhanço do alargamento aos Balcãs significa mimetizar o que tem acontecido na relação com a Turquia, o que na prática resultou numa deterioração da qualidade da democracia turca, no crescimento do seu nacionalismo e na diminuição do alcance geopolítico da UE.

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Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

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Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.