Premium Há quatro anos que o curso de Medicina não tem a nota mais alta de acesso à universidade

A capacidade dos cursos de Medicina para atrair os estudantes com médias mais elevadas está a diminuir por causa da degradação da carreira médica, que não consegue garantir um emprego seguro, e por uma crescente valorização das áreas ligadas às engenharias de ponta, dizem o reitor da Universidade do Porto e o presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Conhecido historicamente como o curso que mais dificuldade oferece aos candidatos ao ensino superior, Medicina deixou de ocupar o primeiro lugar no ranking das médias mais elevadas do país em 2015. Este ano, é preciso recuar até ao quinto lugar da tabela para encontrar o curso de Medicina do Instituto de Ciência Biomédicas Abel Salazar, na Universidade do Porto, que tem a média mais alta na área.

As engenharias, que ocupam agora os primeiros lugares, são mais atrativas e a profissão de médico está a passar por uma desvalorização, explicam o reitor da Universidade do Porto e o presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Alentejo

Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.