Premium Levam o riso aos sítios onde ele se perdeu. São histórias de palhaças

Jurubeba foi a Brumadinho, com os Palhaços sem Fronteiras, depois da tragédia da barragem. Yaya era polícia em Roma e mudou de vida. Muska faz trabalho comunitário com idosos. Três vidas dedicadas ao riso. E muito mais

Ainda há três semanas Gabi Winter estava em Brumadinho, no estado brasileiro de Minas Gerais, onde a 25 de janeiro o rebentamento de uma barragem causou devastação, deixando um rasto de 165 mortos e 155 desaparecidos. "Andando naquela lama que virou pedra dura, você fica pensando em todos os desaparecidos, que podem estar ali debaixo dos seus pés", diz ela esfregando o rosto com as mãos, como que a apagar lembranças.

Imagens e emoções ainda frescas na memória, e a lutar com o jet lag teimoso da viagem para Portugal, para estar na terceira edição do Bolina, Festival Internacional de Palhaças, que terminou sábado em Portalegre, depois de uma semana intensa de espetáculos, workshops e intervenções comunitárias, a brasileira Gabi Winter não perde o humor. Nem o riso. Afinal, ela também é Jurubeba, a palhaça que desde há duas décadas encarna na vida artística e nas missões que faz desde 2012 com os Palhaços sem Fronteiras, em países e regiões atingidas por catástrofes. A mais recente foi, em Brumadinho, em abril.

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Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.