Aconteceu em 1944 - Em França, as tropas aliadas avançam. Por cá, elite política e povo inauguram Estádio Nacional

Primeira página do Diário de Notícias de 11 de junho de 1944 divide as suas atenções entre o ponto da situação da II Guerra Mundial e o novo estádio no Jamor.

A 11 de junho de 1944, a primeira página do Diário de Notícias dá conta de que a "A aviação aliada está a utilizar os aeródromos em França e que as forças aliadas americanas tomaram Trévières. "O avanço continua, estando a travar-se violentos combates ao longo de toda a frente."

Numa outra noticia, divulga um comunicado do general Eisenhower em que confirma que Isigny também caiu nas mãos dos americanos. "As tropas americanas ocuparam Isigny. Apesar das condições desfavoráveis do tempo desembarcaram ininterruptamente mais homens e material. O inimigo lançou ontem de manhã violentos ataques com infantaria e forças blindadas, mas as tropas britânicas e canadianas mantiveram-se firmemente na região de Caen. As nossas forças entraram em contacto com poderosas forças inimigas perto de Condé-sur-Seulles. Nos outros setores continua a combater-se."

Outra notícia analisa a ação das tropas alemãs a partir de um comunicado de Berlim, em que se afirma: "Os combates na testa da ponte inimiga na Normandia aumentam de violência devido à afluência de reforços de parte a parte."

Mas o destaque da atualidade nesta edição do DN vai mesmo para a inauguração do Estádio Nacional, no Jamor, no dia anterior, referindo que 60 mil pessoas assistiram "à maior e mais impressionante parada desportiva até hoje realizada em Portugal".

Na inauguração esteve presente o 11.º Presidente da República portuguesa, Óscar Carmona, que referiu tratar-se de "uma construção memorável" e uma "grande afirmação nacional".

Os desportistas que participaram na parada deixaram uma saudação aos chefes de Estado e de governo presentes. A mensagem começa com uma saudação a Salazar:

"Salazar!

Devemos te a esperança

Devemos te a paz

Devemos te o presente

A partir de hoje a nossa dívida tornou-se ainda maior..."

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Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.