Exclusivo Fora de jogo ao centímetro. A alma do futebol gera discórdia

O International Board (guardião das leis de jogo) mantém que se é preciso andar à cata de imagens para detetar um eventual erro, a decisão da equipa de arbitragem no terreno tem de prevalecer. O fora de jogo é a alma do futebol e vive um período turbulento.

Portugal, Inglaterra e Espanha, só para reunir as discussões recentes mais assanhadas em torno de decisões de fora de jogo (o tema do momento desde que a lei 11 foi criada em 1863), vivem numa relação turbulenta com a forma como têm sido assinaladas posições irregulares, uma prerrogativa regulamentar que separa o futebol dos outros jogos: o offside, criado nos primeiros regulamentos oficiais, em 1863, pela Football Association (federação inglesa). Faltas por centímetros, pixéis, um nariz ou unhas maiores, as últimas semanas têm sido pródigas em discussões sobre o virtuosismo do VAR (videoárbitro) na defesa da integridade desportiva. "Se tem de passar muito tempo a provar que há alguma infração, então essa não é uma decisão para o VAR", mantém o IFAB - International Football Association Board ao DN. Ou seja, o chavão futebolístico deve ser reforçado: "O árbitro é soberano." Ainda.

Devolver o poder aos árbitros é o que se reclama, embora os próprios se escudem no VAR para definir decisões, mais ou menos dentro do espírito do protocolo. "Se em qualquer jogada que têm dúvidas recorrem ao VAR, por que razão existem os árbitros assistentes? Não estão lá para nada", dispara Veiga Trigo, ex-árbitro internacional, muito crítico da aplicação do protocolo, mas totalmente a favor da utilização do VAR.

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