Exclusivo Brexit em banho-Theresa. E agora?

Sem apoios suficientes entre os conservadores, Theresa May adiou a votação sobre a saída do Reino Unido da UE, sem a reagendar. Além de ganhar tempo, a primeira-ministra procura forçar decisão entre a sua proposta ou o caos da saída sem acordo.

O governo britânico tinha garantido, na sexta-feira e no domingo, que o acordo da saída da União Europeia ia ser votado nesta terça-feira, mas acabou por dar o dito por não dito e adiou a votação parlamentar. Esta foi a forma que Theresa May encontrou para não ser derrotada pelos deputados.

"Se fizéssemos a votação amanhã, o acordo seria rejeitado por uma margem significativa", reconheceu a primeira-ministra na Câmara dos Comuns. "Vamos, portanto, adiar a votação e não vamos dividir a Câmara neste momento", disse. Se todo o processo tinha pouco de claro e linear, mais confuso ficou, a ponto de ninguém saber quando é que a proposta irá a votos.

Essa decisão levou a que o presidente do Parlamento, John Bercow, fizesse uma declaração a instar o governo a levar a decisão de adiar o voto a ser, ele próprio, votado, em respeito aos deputados que debatiam o tema há quatro dias. Mas Theresa May evitou essa votação através de uma escapatória do regimento parlamentar. "Eu sugiro educadamente que em qualquer ambiente cortês, respeitoso e maduro, se permita que o Parlamento tenha uma palavra a dizer seria o direito e, atrevo-me a dizê-lo, o caminho óbvio a tomar", disse Bercow.

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