Premium Afeganistão: dois presidentes e um acordo de paz com os talibãs por um fio

Meses depois das presidenciais, Ashraf Ghani foi declarado vencedor, mas Abdullah Abdullah não aceitou os resultados. Nesta segunda-feira, ambos tomaram posse em cerimónias paralelas, tendo a do primeiro contado com a presença de representantes internacionais. Nesta terça-feira deviam começar as negociações com os talibãs.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, tomou posse nesta segunda-feira para um novo mandato, mas, momentos depois, o seu rival e ex-primeiro-ministro Abdullah Abdullah prestou juramento também como chefe de Estado. O caos político surge após a assinatura de um acordo de paz entre os talibãs e os EUA, que prevê a retirada total das tropas norte-americanas no espaço de 14 meses, e põe em risco as conversações diretas que deviam começar nesta terça-feira entre o governo afegão e os insurgentes.

Depois de dois adiamentos, as presidenciais afegãs realizaram-se a 28 de setembro, opondo os dois adversários que já tinham disputado as eleições de 2014. Há seis anos, Ghani e Abdullah reclamaram a vitória, com o segundo a denunciar a existência de fraude. Mas, com a mediação dos EUA, acabaram por chegar a acordo para a criação de um governo de união, com Ghani a assumir a presidência e Abdullah o cargo de diretor executivo, ou CEO, como numa empresa, que na realidade era o de um primeiro-ministro com poderes reforçados. Mas a relação entre ambos sempre foi tensa.

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