Premium Toni Conceição: "Um amigo enviou o meu currículo e fui escolhido para treinar os Camarões"

Treinador português vai liderar os leões indomáveis na preparação para o Campeonato Africano das Nações de 2021 e no apuramento para o Mundial do Qatar.

Aos 57 anos, a Federação Camaronesa de Futebol proporcionou a Toni Conceição a experiência mais mediática da carreira, a de liderar uma seleção que já teve figuras como Roger Milla ou Samuel Eto'o. O primeiro jogo ao leme dos leões indomáveis é já este sábado, com a Tunísia, mas os principais objetivos passam por ganhar em casa o próximo Campeonato Africano das Nações, em 2021, e estar presente no Campeonato do Mundo do ano seguinte, no Qatar. Esta será a sua primeira passagem por uma seleção, depois de um trajeto profissional que teve na Roménia os seus pontos altos, ao contribuir para a conquista de dois títulos nacionais do Cluj. Em entrevista ao DN, o antigo técnico de Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Belenenses fala das suas expectativas para a nova aventura.

Já trabalhou na Roménia, na Arábia Saudita e no Chipre, mas não tem experiência no futebol africano. Como surgiu este convite?
Foi através de um amigo meu espanhol, que até nem está ligado ao futebol. Através de pessoas amigas, perguntaram-lhe se conhecia um treinador que estava disponível para a seleção dos Camarões. Ele ligou-me, perguntou-me se estava interessado e enviou o meu currículo para as pessoas ligadas ao processo, que teve este término. Estamos a iniciar este trabalho que não vai ser fácil, porque conhecemos a mentalidade de África e a falta de organização que por vezes há. Vamos sensibilizar as pessoas para acautelar as coisas, porque penso que é tudo uma questão de organização. Em termos de equipa, os Camarões tem bons jogadores, a jogar em bons clubes da Europa e no campeonato interno, e podemos formar uma seleção com qualidade. Vamos trabalhar para formar uma equipa competitiva, à imagem do que foi no passado, pois foi por cinco vezes campeã africana [1984, 1988, 2000, 2002 e 2017] e esteve em sete Campeonatos do Mundo [1982, 1990, 1994, 1998, 2002, 2010 e 2014]. Não estamos a falar de uma seleção qualquer, estamos a falar de uma das melhores de África.

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